SIBO: o que é, causas, diagnóstico e tratamento
- Dr. Christiano Makoto Sakai

- há 24 minutos
- 3 min de leitura
Você sofre com barriga inchada, gases excessivos, desconforto abdominal ou alterações intestinais frequentes e nunca descobre a causa?
Esses sintomas, muitas vezes atribuídos apenas à alimentação ou ao estresse, podem estar relacionados a uma condição chamada SIBO — o supercrescimento bacteriano do intestino delgado.
Embora ainda pouco conhecido, o SIBO tem sido cada vez mais diagnosticado e pode impactar diretamente a digestão, a absorção de nutrientes e a qualidade de vida. Neste artigo, você vai entender o que é SIBO, suas causas, como é feito o diagnóstico e quais são as opções de tratamento.

O que é SIBO?
SIBO é a sigla para Small Intestinal Bacterial Overgrowth, que significa supercrescimento bacteriano do intestino delgado. Em condições normais, o intestino delgado possui uma quantidade muito pequena de bactérias, enquanto a maior parte da microbiota intestinal está concentrada no intestino grosso.
No SIBO, ocorre um aumento anormal de bactérias no intestino delgado, especialmente de bactérias que deveriam estar no cólon. Essas bactérias fermentam os alimentos antes que a digestão seja concluída, gerando gases, inflamação e má absorção de nutrientes.
Principais sintomas do SIBO
Os sintomas do SIBO podem variar de pessoa para pessoa, mas os mais comuns incluem:
● Inchaço abdominal frequente
● Sensação de barriga estufada após as refeições
● Gases excessivos
● Dor ou desconforto abdominal
● Diarreia, constipação ou alternância entre ambas
● Náuseas
● Fadiga
● Deficiências nutricionais (ferro, vitamina B12, vitaminas lipossolúveis)
Por serem sintomas inespecíficos, o SIBO é frequentemente confundida com síndrome do intestino irritável (SII), intolerâncias alimentares ou disbiose intestinal.
Quais são as causas do SIBO?
O SIBO não surge de forma isolada. Geralmente, está associado a alterações na motilidade intestinal, estrutura do trato digestivo ou equilíbrio da microbiota. Entre as principais causas estão:
● Diminuição da motilidade intestinal: quando os movimentos do intestino são lentos, as bactérias permanecem mais tempo no intestino delgado, favorecendo o supercrescimento.
● Uso prolongado de medicamentos: como inibidores da bomba de prótons (antiácidos), que podem alterar o equilíbrio bacteriano.
● Cirurgias abdominais ou bariátricas: mudanças anatômicas podem facilitar o acúmulo de bactérias.
● Doenças gastrointestinais crônicas: doença celíaca, doença de Crohn e pancreatite podem predispor à condição.
● Diabetes mal controlado: alterações metabólicas podem afetar a motilidade intestinal.
● Hipotireoidismo: reduz o ritmo dos movimentos digestivos.
● Estresse crônico: influencia a função intestinal e o sistema imunológico.
● Alterações anatômicas do intestino: como divertículos ou estenoses, que dificultam o trânsito intestinal.
● Disbiose intestinal: desequilíbrio da microbiota normal, que pode facilitar o crescimento excessivo de bactérias indesejadas.
Identificar a causa é fundamental para evitar recidivas do SIBO após o tratamento.
Como é feito o diagnóstico do SIBO?
O diagnóstico do SIBO é feito principalmente por meio do teste respiratório — um exame simples, não invasivo e amplamente utilizado.
Teste respiratório para SIBO
O teste respiratório mede a quantidade de hidrogênio e metano no ar expirado após a ingestão de um substrato (geralmente lactulose ou glicose). Esses gases são produzidos pelas bactérias durante a fermentação dos carboidratos.
● Aumento precoce de hidrogênio → sugere SIBO
● Predominância de metano → associada a constipação
O exame é seguro, indolor e fornece informações essenciais para um diagnóstico preciso e para a escolha do tratamento mais adequado.
Tratamento para SIBO
O tratamento para SIBO deve ser individualizado, considerando o tipo de gás predominante, os sintomas e a causa do problema. As principais abordagens incluem:
1. Antibióticos
São usados para reduzir o excesso bacteriano no intestino delgado. A escolha do antibiótico depende do perfil do teste respiratório.
2. Ajustes na alimentação
Dietas com redução de carboidratos fermentáveis, como a dieta low FODMAP, podem ajudar a controlar os sintomas durante o tratamento.
3. Correção da causa
Tratar a condição de base (como alterações hormonais ou problemas de motilidade) é essencial para evitar que o SIBO volte.
4. Probióticos e suporte intestinal
Em alguns casos, probióticos e estratégias para restaurar o equilíbrio da microbiota podem ser indicados após a fase inicial do tratamento.
SIBO tem cura?
O SIBO tem tratamento e controle, mas pode apresentar recidivas se a causa não for tratada corretamente. Por isso, o acompanhamento com um profissional de saúde e a realização de exames adequados fazem toda a diferença no sucesso terapêutico.
Agende uma consulta
Se você apresenta inchaço abdominal frequente, gases excessivos ou sintomas digestivos persistentes, mesmo após mudanças na alimentação, vale a pena investigar o SIBO por meio de um teste respiratório.
Agende seu teste respiratório e descubra a verdadeira causa dos seus sintomas intestinais.
Assim que o blog de janeiro sobre teste respiratório for publicado, iremos incluir o link aqui.




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