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  • Dra. Jamile Rosário Kalil

Endoscopia e câncer: entenda a relação e veja como se prevenir

Podemos citar que os principais tumores do aparelho digestivo são o câncer de esôfago, estômago e intestino grosso (cólon). E você sabia que o exame preventivo que identifica essas condições é a endoscopia?

Podemos citar que os principais tumores do aparelho digestivo são o câncer de esôfago, estômago e intestino grosso (cólon). E você sabia que o exame preventivo que identifica essas condições é a endoscopia?


Assim como adotar um estilo de vida saudável, deixar seus exames preventivos em dia têm grande importância para evitar o câncer. Mas não apenas a prevenção: o diagnóstico precoce traz mais chances de recuperação e de expectativa de vida para o paciente.

Por isso, vale entender melhor sobre o câncer que atinge o aparelho digestivo e como é feita a endoscopia. Boa leitura!


Endoscopia: entenda como é feito o exame


O exame de endoscopia, também chamado de endoscopia digestiva alta, é o procedimento mais adequado para rastreamento e diagnóstico das lesões pré-malignas, tumores, refluxos e úlceras do tubo digestivo.


Para o câncer, é o principal procedimento preventivo. O exame é feito de maneira simples, sob a sedação. O médico irá inserir pela garganta do paciente um tubo fino e flexível, que apresenta uma câmera na extremidade, chamado de endoscópio.


Essa câmera irá capturar imagens em tempo real do esôfago, o estômago e a primeira parte do intestino delgado, e mandá-las para um visor no computador, por onde o médico poderá avaliar as estruturas internas do paciente.


Durante o procedimento, se alguma alteração for encontrada, o médico já fará uma biópsia do local, ou seja, ele irá introduzir pequenos instrumentos no endoscópio para retirar uma amostra de tecido. Essa, posteriormente, será enviada logo para análise anatomopatológica.


Quem deve fazer a endoscopia?


A endoscopia pode ser solicitada aos pacientes com fatores de risco ou, ainda, quando existem sinais e sintomas que sugerem a presença da doença.


Geralmente, os principais sintomas que pedem uma endoscopia são:

● Azia ou queimação no estômago;

● Refluxo;

● Náuseas e vômitos frequentes;

● Vômito acompanhado de sangue;

● Dores na região superior do abdômen;

● Fezes escuras;

● Anorexia ou perda de peso sem motivo aparente;

● Histórico familiar de câncer.


Além da presença dos sintomas, é essencial adicionar esse exame na sua lista de check-ups preventivos, principalmente para pessoas com 40 anos ou mais, em que o câncer é mais comum.


Nessa idade, é possível identificar o câncer no estágio inicial e já realizar a remoção do tumor por meio de uma técnica minimamente invasiva chamada de dissecção endoscópica da submucosa.


Câncer e aparelho digestivo: conheça quais são os principais


Câncer de estômago


O câncer de estômago, também conhecido como câncer gástrico, é o terceiro tipo mais frequente entre os homens e o quinto entre as mulheres no Brasil.


Geralmente, ele se desenvolve de forma lenta, em cerca de dois a três anos e, nesse momento, pode não apresentar sintomas. Em alguns casos, quando existem, podem ser confundidos com outras doenças como a gastrite.


Já na fase mais avançada, o câncer de estômago é caracterizado pela formação de úlceras na mucosa do órgão, penetrando as camadas mais profundas do estômago. Ele pode, até mesmo, invadir órgãos vizinhos, como esôfago, duodeno, pâncreas e baço.


O câncer de estômago pode ser dividido entre diferentes tipos: o mais comum é o adenocarcinoma, responsável por cerca de 95% dos casos de tumor do estômago.


Outros tipos de tumores, os linfomas são diagnosticados em cerca de 3% dos casos e os sarcomas já são situações mais raras.


Câncer de esôfago


O esôfago é o nosso tubo que liga a garganta ao estômago. O câncer que acomete a região é o oitavo mais frequente entre o mundo e sua incidência em homens é cerca de duas vezes maior do que em mulheres.


O principal sintoma de câncer de esôfago é a dificuldade para engolir. E, infelizmente, podemos dizer que a condição está entre os tumores de crescimento mais rápido, já que há vários linfonodos vizinhos ao esôfago.


Dessa forma, o tumor se espalha rapidamente pela rede linfática e, em casos muito graves, as células cancerígenas se espalham e invadem outros órgãos, como a membrana que reveste o pulmão e a que reveste o coração, traquéia, brônquios e aorta.


Em 96% dos casos, o tipo de câncer de esôfago encontrado é o carcinoma epidermoide escamoso.


Câncer de intestino grosso (cólon)


Por fim, o câncer de intestino grosso, na porção do cólon, costuma se desenvolver de forma lenta e, se descoberto precocemente, tem altas chances de cura.


Ele se desenvolve a partir de pólipos, lesões benignas que, se não retiradas, podem crescer na parede interna do intestino grosso a longo prazo causando o câncer.


Dentre os principais sintomas, podemos citar mudanças nos hábitos intestinais como diarreia ou prisão de ventre contínuas, presença de sangue nas fezes, evacuações dolorosas, gases, perda de peso e fadiga permanente. Mas, vale ressaltar que muitas doenças que acometem a região do cólon, reto e ânus têm sintomas parecidos. Por isso, é essencial procurar por ajuda médica especializada.


Vamos cuidar da sua saúde? Agende uma consulta com o Centro Paulista de Endoscopia!

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